Institucional

Artigo 9º da Lei-quadro Fundações (relatos de transparência)


Atos da Instituição, Reconhecimento de Fundação e Estatutos atualizados
Estatutos vs 1983
Estatutos Atuais
Estatutos Iniciais

Cópia ato concessão de utilidade pública
Identificação dos instituidores 


Corpos sociais

Conselho de Administração:
(ata do Conselho de Administração nº.519 de 11 de abril de 2022 – Vigência do mandato: 2022 a 2026)
Membros Executivos
Presidente        Dr. Álvaro de Abreu Herdade
Secretário        Dr.ª Ana Cristina Saraiva Gouveia Serra
Tesoureiro       Eng.º Rogério António Pereira Prazeres
Membros Não Executivos
Vogal               Dr. Pedro José Silva Batista Rúben
Vogal               Dr. José António Madeira Dias
Vogal               Dr.ª Aldina Henriques Lopes da Cunha Neves
Vogal               Prof. Daniel Luís Domingues e Dinis Costa
Suplente          Dr. Luís Miguel Ruivo Lagos
Suplente          Dr. João Luís Oliveira Figueiredo Ramalhete de Carvalho
 
 
Conselho Fiscal
(ata da Liga de Amigos onde foi eleito – nº. 48 de 15/06/2020 – Vigência do mandato: 2020 a 2024)
Cargo / Nome /nº membro Liga de Amigos
 
Presidente -    Dr. Pedro Miguel Pina de Jesus (1041)
Secretário -    Prof. Dr. Nuno Miguel Fortes Fonseca (1040)
Vogal -           Prof. Dr. Daniel Martins Geraldo Taborda (1043)
Suplente -      Dr.ª Maria José Costa e Silva Falcão de Brito (716)
Suplente -      Dr. Carlos Oliveira Santos (727)
 
 
Mesa da Assembleia da Liga de Amigos
(ata da Liga de Amigos – nº 48 de 15/06/2020 – Vigência do mandato: 2020 a 2024)
Cargo / Nome /nº membro Liga de Amigos
 
Presidente:           Sr. Manuel José Lobo de Seixas Pereira (600)
Vice-Presidente:   Sr. António Carlos Gonçalves Figueiredo (1042)
Secretário:           Dr.ª Maria Teresa Ferrão Antunes (1157)
Suplente:             Dr. José Nelson Correia Antunes (726)

Património inicial

O capital inicial da Fundação foi constituído com base no legado por via do testamento do Senhor Aurélio Amaro Diniz, redigido em 1941.
Para efeito de apuramento do capital inicial do legado do Senhor Aurélio Amaro Diniz, o registo mais antigo quanto ao valor registado de conta de gerência é uma cópia da ata da reunião de direção datada de 28 de fevereiro de 1953, que, analisando as contas de 1952 refere: “a conta de gerência anterior de dois milhões, quatrocentos mil duzentos e noventa escudos e vinte e cinco centavos”, valor que se encontra aprovado pela Assembleia Geral da Fundação. Assim sendo, consideramos este valor à data de 1951, como capital inicial.
O valor correspondente em euros é de onze mil, novecentos e setenta e dois euros e sessenta cêntimos (11.972,60€). Contudo, este valor estará registado por defeito, pois posteriormente (1995) foi identificado património que, embora legalmente averbado em nome da instituição, não tinha qualquer enquadramento na sua contabilidade, tendo sido reconhecido e mensurado nessa data com base no valor patrimonial tributário.


Património afeto pelo Estado e demais pessoas coletivas
Não existente

Apoios financeiros recebidos nos últimos 3 anos (públicos)

Contas





                                                2019  Relatório Análise Técnica

                                               2018 Relatório Análise Técnica

                                               2017 Relatório Análise Técnica

2016

2015

2014

2013

História

O ato fundador


Aurélio de Amaro Diniz, a dezassete de julho do ano de 1941, em Lisboa, passava a escrito, em seis folhas e meia de papel, uma vontade pessoal que viria, anos mais tarde, a confirmar-se ser dos mais nobres atos que a história de Oliveira do Hospital registou.
Vontade pessoal que, pela forma e conteúdo em que foi expressa, revela, acima de tudo, uma enorme sensibilidade às fragilidades sociais que à época o País e o concelho de Oliveira do Hospital viviam. Como revela, sem margem para quaisquer dúvidas, o amor e o carinho que esta grandiosa personalidade terá alimentado durante longos anos da sua vida a favor do seu concelho e, em especial, da sua freguesia, Lageosa.
A sua preocupação pelos pobres atravessa todo o testamento, desde logo quando atribui as suas propriedades do Fôjo e do Viso ("que nunca podem ser alienadas") ao povo da Lageosa "para com os seus rendimentos socorrerem a gente pobre da Lageosa". Depois, refere aquela que viria a tornar-se a sua mais importante disposição testamentária: "Deixo à Excelentíssima Câmara Municipal do concelho de Oliveira do Hospital, o resto de todos os meus bens havidos e por haver, atualmente constando de propriedades no concelho de Oliveira do Hospital, papéis de crédito, de valores... e diversos, com a obrigação de aplicarem estes valores à beneficência pública do concelho, para serem constituídos um hospital e um asilo em Oliveira do Hospital, na sede do concelho...".
Em testamento, tratou de deixar as bases para a constituição daquilo que é hoje a FAAD, de tal modo que era o próprio que deixava escrito: "Lembro à Excelentíssima Câmara para organizar uma comissão de três ou cinco pessoas, que queiram trabalhar de boa vontade, que as há em Oliveira e muito competentes, na missão de fazerem uma boa propaganda por meio da Imprensa e de circulares dirigidas aos nossos conterrâneos do concelho e aos que estão fora, no Brasil, Africas, Américas, Lisboa, Porto, Coimbra e noutras terras do Pais, a fim de angariarem donativos para as duas instituições a criar, visto que o que dou ser pouco e não ter mais, devido aos roubos que me fizeram e outros, que tenho tido grandes prejuízos; dou toda a produção do meu trabalho". O cariz social vincadamente vertido logo no momento de constituição por um homem apegado à sua terra de nascimento.
Mais tarde, através de Portaria Ministerial de 21 de agosto de 1944, foi nomeada uma Comissão que exerceu funções até à constituição dos corpos gerentes nos termos dos Estatutos entretanto aprovados, a qual era constituída pelos ilustres Dr. João de Oliveira Mano, ao tempo, Presidente da Câmara, o médico Dr. António Mendes Costa e os empresários António Loureiro, Eugénio de Almeida Ruas e Amadeu dos Santos.
E foi assim que, à custa da vontade férrea de alguns ilustres Oliveirenses, cuja lista tinha no topo o Dr. João de Oliveira Mano, então ainda Presidente da Câmara Municipal, que se inaugurou o hospital a 31 de julho de 1955.

Tendo iniciado a sua actividade em 31 de Julho de 1955, data da sua inauguração, o Hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz é o resultado de um esforço colectivo desenvolvido há mais de quarenta anos por um grupo de pessoas empenhadas e determinadas em levar por diante o sonho daquele que, amante da sua Terra, deixou em testamento um significativo património pecuniário e imobiliário exactamente destinado à construção de instalações de saúde e apoio social no Concelho de Oliveira do Hospital.

Constituída uma Fundação a partir desse testamento, foi possível que naquela data e após demoradas obras, tivesse entrado em funcionamento esta unidade hospitalar que é hoje uma referência no Alto Distrito de Coimbra e região da Beira Serra.
Com as valências, na altura, de Medicina, Pediatria, Obstetrícia e Cirurgia, o mesmo Hospital veio a ser ampliado em 1969, com mais um piso e com o apoio substancial de um benemérito local recentemente falecido – Manuel Rodrigues Lagos – o que veio a permitir o reforço e alargamento do serviço de Cirurgia, que desde logo contou com a permanência de um cirurgião contratado.
Após a Revolução de 1974, foi o mesmo Hospital objecto de um processo de nacionalização consumado em 9 de Janeiro de 1979, tendo ficado desde essa data a depender do Centro de Saúde de Coimbra.
Foi depois integrado na D.G.H. entre 14 de Abril de 1981 e 15 de Julho de 1983, data a partir da qual passou a depender da Administração Regional de Saúde de Coimbra.
Em 01 de Janeiro de 1990, foi devolvido à Fundação Aurélio Amaro Diniz, mediante a celebração de um Protocolo de Funcionamento celebrado com a Administração Regional de Saúde, prevendo, contra o pagamento de comparticipações acordadas, a continuidade do funcionamento do Hospital.
Voltando mais uma vez ao seu estatuto de entidade privada, embora prestando serviços de elevado interesse público, já que, para além do Hospital, a Fundação mantém também em funcionamento um Lar de Terceira Idade com Apoio Domiciliário e uma Creche e Jardim de Infância com ATL, a gerência do Hospital foi assumida pelo próprio Conselho de Administração nomeado pela Câmara Municipal para mandatos de quatro anos, cujos membros desenvolvem a sua actividade, por vezes de grande exigência em termos intelectuais e de disponibilidade, de forma completamente gratuita, situação que ainda hoje se verifica.
Desde então até esta data, o Hospital tem vindo a dar continuidade à prestação de cuidados de saúde às populações do Concelho de Oliveira do Hospital e concelhos limítrofes, funcionando em grande medida como um satélite dos HUC e onde tem sido possível, mediante a celebração de novos acordos com a ARS ampliar consideravelmente o número e qualidade de valências hospitalares.

Pulsar 33


                                                                                                                               Pulsar Nº 33

Pulsar 32


                                                                                                                               Pulsar Nº 32

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                                                                                                                                Pulsar Nº 31